Quem é Quem?
QUEM É QUEM?
O jogo do “Quem é Quem?” é um jogo
de tabuleiro com o objetivo de descobrir
a personagem do seu adversário, através de perguntas e de raciocínio lógico.
A Disney e outras marcas já criaram modalidades deste jogo, por isso, decidi
fazer o mesmo, através de doutrina administrativa.
Porém,
para tornar o jogo mais interessante e com mais conteúdo decidi alterar as
regras, o jogo terá dois sujeitos, mas apenas será atribuído uma personalidade
a uma das duas. O objetivo é que a outra parte consiga adivinhar qual a pessoa
que foi atribuída ao adversário. Deste modo, a pessoa a que foi atribuída a
personalidade dará pistas à outra explicando as teorias da personalidade
conferida, e a outra parte pode também fazer quantas perguntas achar necessário
para conseguir descobrir qual a pessoa adjudicada.
Os
professores e personalidades de direito administrativo que escolhi foram
respetivamente, o Dr. Carlos Cadilha, o Dr. José Vieira de Andrade, Dr. Mário
Aroso de Almeida, Dr. Paulo Otero, Dr. André Salgado Matos, Dr. Freitas do
Amaral, Dr. João Caupers, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, Dr. Maria João
Estorninho, Dr. Luís Fábrica, Dr. Rui Medeiros, Dr. Marcelo Caetano, Dr. Vasco
Pereira da Silva.
No
exemplo escolhido por mim foi me atribuído o professor Vasco Pereira da Silva. Perguntas
fáceis que a outra parte pode começar por fazer são: o professor é uma mulher
ou um homem? À qual teria de responder que era um homem. Depois poderia
perguntar se era um professor da Universidade Católica Portuguesa? A resposta
seria que sim. Na Universidade Católica Portuguesa, temos, dos professores que
eu escolhi, cinco professores. A professora Maria João Estorninho já sabemos
que não era uma opção porque já tinha sido estabelecido que a pessoa escolhida
era um homem. A próxima pergunta podia ser se o professor é ou não um professor
Catedrático. Na Universidade Católica Portuguesa temos três professores
catedráticos, o professor Rui Medeiros, a professora Maria João Estorninho e o
professor Vasco Pereira da Silva. Por fim, poderia a parte a que foi conferida
a entidade dar uma pista dizendo que o professor em causa quanto à impugnação
dos atos administrativos, artigos 50º a 66º CPTA propõe duas teses: dizendo que
o recurso direto de anulação não é um recurso, mas uma anulação ou, que este
recurso não era apenas de anulação. Pelo que concluiria o adversário que o
professor em questão é o professor Vasco Pereira da Silva. Se isso não fosse
suficiente, poderia o adversário perguntar como questão final, se o professor
também era professor da Universidade de Lisboa.
Outro
método para percebermos que era o professor Vasco Pereira da Silva era referindo
as suas críticas à Reforma de 2019. Segundo o professor, o que seria mais
adequado no ETAF seria o alargamento do âmbito da jurisdição mesmo se este
tivesse alguns limites e restrições. As alterações introduzem melhorias em certos
aspetos, porém, também tem aspetos negativos, de qualquer forma, introduzem uma
proposta de alteração no sentido da restrição do âmbito da jurisdição
administrativa e fiscal que é injustificável. Em conclusão, segundo este, esta
era uma revisão que se considera necessária principalmente para resolver os
problemas da organização e funcionamento da Justiça Administrativa e
Tributária, que já deveriam ter sido resolvidas nas reformas de 2002/2004, e na
revisão de 2015. Olhando globalmente às propostas apresentadas, temos propostas
bastante úteis e apropriadas, contundo, temos outras que são claramente
supérfluas e erradas. O professor conclui dizendo que “cabe ao legislador ir
mais longe, e não dar origem a mais uma “oportunidade perdida”.
Bibliografia:
SILVA, Vasco Pereira da, «“Do útil,
do supérfluo e do erróneo” Breves apontamentos sobre as propostas de revisão do
Contencioso Administrativo e Fiscal», in Atas da Conferência sobre Iniciativas
Legislativas de Reforma do Processo Administrativo e Tributário, Instituto de
Ciências Jurídico-Políticas Centro de Investigação de Direito Público, Março de
2019, páginas 146 e seguintes.
SILVA,
Vasco Pereira da, Em busca do ato administrativo perdido, Almedina, 1ª edição,
2016.
SILVA,
Vasco Pereira da, O Contencioso Administrativo no Divã da Psicanálise,
2.º edição, Reimpressão, 2009, Almedina;
Madalena
Martins Henriques, nº 140 116 059
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